“MONÓDIA”
[Por Herman Melville]
“Tê-lo conhecido, tê-lo amado
Após longa solidão;
E depois dele ser apartado em vida,
E sem culpa alguma de um de nós;
E agora perante o selo da morte —
Apazigua-me, dá-me alguma paz, canção minha!
Em montes invernosos seu talude solitário
Lençóis brancos de neve cobrem,
E sem lar, ali, o tentilhão branco paira
Sob a funérea sombra do abeto:
Vítrea agora, pois de gelo coberta, a vinha
claustral
Que escondeu a mais tímida uva”
--- x --- x ---
Belém, 22 de fevereiro de 2018.
Queridos(as) amigos(as) que acompanham meu blog,
Eu
sou depressivo maior e tomo medicamentos! Hoje é um dia daqueles que não estou
bem e tenho que manter as aparências por conta de minha mãe. Ela não lida bem
com minha depressão, fica aflita, nervosíssima e a mesma sobreviveu a um
aneurisma. E assim, como eu a amo muito; quero que esteja infinitamente a meu
lado e “engulo” meu mal-estar.
A
vida precisa seguir...sempre!
Pensei
que nem escreveria algo aqui hoje...Mas a literatura tem me ajudado a sentir
interesse por escrever e buscar todo dia “subir um degrau”. Ninguém imagina o
que é ter depressão maior e ser diabético! E ter que lidar com o fato sui
generis de que não nasci com essas doenças, e que as adquiri pela maldade humana.
Eu precisava desabafar...
Dessa
feita vou encerrar meu “momento depressivo” e partir para um tema que adoro
muito: os clássicos na literatura. Trata-se de um tema instigante e apreciado
por crianças, jovens e adultos. Principalmente pelo fato de que muitas editoras
já adaptaram livros clássicos para linguagens mais simples ou para histórias em
quadrinhos. Inovador? Sim, sem dúvidas...e arregimentando leitores ávidos e
novos no contexto.
Algumas
pessoas podem perguntar: “O que é um clássico?”. Um livro clássico é uma obra
que não envelhece. São aquelas que foram lidas também por nossos pais e avós e
que com certeza ainda serão lidas por nossos filhos e netos.
E
de que modo um livro se torna um clássico?
Simples:
na medida em que a obra sobreviveu no tempo, acumulando ao longo de anos e anos
um grande número de leitores. Claro que para se tornar modelo e atrair tantos leitores,
o clássico apresenta sempre uma grande história, capaz de
comover...instigar...hipnotizar e, principalmente, conquistar as pessoas.
Adaptar
um clássico significa antes de tudo levar uma bela história a um público que
possivelmente não teria acesso aos textos integrais, ou só os conheceria muito
tempo mais tarde.
Seguramente,
a melhor maneira de levar uma criança a construir o hábito da leitura é combinar
a leitura de obras já destinadas a ela
com a de obras escritas por grandes autores em versões adaptadas.
Quando
uma editora se propõe a realizar o que fora citado acima, pretende levar às
estantes dos pequenos leitores nomes que fizeram a alegria de gerações e
gerações de pessoas apaixonadas pela leitura, e que continuam a divertir e a
ensinar.
Já
em relação ao público jovem, a estratégia de forma e conteúdo pode ser
direcionado ao uso da diagramação, cores mais vibrantes e adaptações com o
linguajar próprio dos pré-adolescentes e adolescentes em si. Contudo, temos que
evitar a descaracterização do texto original mantendo alguns itens, tais como:
o enredo, os personagens, situações de clímax e, em alguns casos o teor teatral
empregado. O que seria, por exemplo, o caso do maravilhoso livro “Sonhos de uma
noite de verão” de William Shakespeare.
E,
agora, vem os adultos leitores e iniciantes na leitura. Como conquistá-los?
Além da arte do livro dever ser de alta qualidade, quem sabe um conteúdo
exclusivo e online poderia tornar a leitura do clássico mais interessante. Como
seria feito? Bem...mais um exemplo: ao adquirir um exemplar de “Viagem ao
centro da Terra” de Júlio Verne, na contracapa viria um código exclusivo a ser
inserido no site oficial da editora que publicou. Ao adentrar nesse espaço
virtual, o comprador (leitor) ficaria mais interessado ao encontrar um vídeo
com crítica literária ou, quem sabe, até um jogo ambientado na trama clássica!?
Independente de jogada de marketing, a fidelização seria um ponto alto para a
editora responsável por editar a obra. E quando se fideliza, as chances de
voltar a adquirir mais livros são enormes.
Outra
dica para todas a idades é a formação de um clube de leitura! O clube teria no
máximo 25 integrantes que se reuniriam uma vez ao mês, para debater o livro por
1 trimestre. Sem me alongar no formato, afirmo que a metodologia de organização e
andamento do clube de leitura podem ser das mais variadas formas possíveis! Para reforçar, exemplifico que na Europa, um
bairro sem clubes de leitura vem a ser uma situação ímpar e intrigante, pois o europeu lê avidamente
e gosta de repassar/ouvir experiências alheias ocorridas com a leitura de livros variados.
Concluindo,
escolhi um clássico adaptado amplamente e com maravilhosa divulgação chamado “Moby
Dick” de Herman Melville. Que já se tornou desenho animado, título de música da banda Led
Zepellin e possui várias adaptações para o cinema. Em pesquisa, descobri que a inspiração
básica do autor foi o abalroamento do navio Essex por uma baleia; vindo a
afundar.
Na
época de seu lançamento, a obra foi inovadora pelo formato imaginativo e
detalhado das aventuras do protagonista Ismael. A primeira impressão é de que
estamos lendo um diário de bordo, com descrições maravilhosas sobre itens que
estão nesse universo de navegação, navios e viagens em alto mar.
Um
detalhe interessante é que Melville determinou que o clássico fosse dividido em
três partes, para que o leitor ficasse imaginando a continuidade entre um
fascículo e outro. Sem dúvidas, essa e outras estratégias de marketing - delimitadas
na época -, foram cruciais para que “Moby Dick” se tornase a mais conhecida e
festejada obra de Herman Melville.
Recomendo
a leitura de olhos vendados e adoro um trecho em que o personagem “Capitão Ahab”
menciona: "Eu não conheço tudo que vem pela frente, mas seja o que for, vou
enfrentar gargalhando”. Coincidentemente (ou não!) a frase vem coadunar com o que estou sentindo hoje.
E aí? Irresistível ou não? <risos>
E aí? Irresistível ou não? <risos>
Boa
leitura!!!
Átila Muniz.

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