Antes de mais nada, gostaria de dizer que este blog nasce pelo amor que tenho pelos livros, pela literatura e pela linda arte que é ler! SEJA BEM-VINDO(A)!!!
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“Escuta e serás sábio. O começo da sabedoria é o silêncio”
(Pitágoras)
“LEONARDO DA VINCI – Walter Isaacson" [Por
Átila Muniz]
Prólogo. Há alguns anos,
durante uma pesquisa na Biblioteca Central da Universidade Federal do
Pará ocorreu um fato marcante: um livro caiu a minha frente! Sim...isso
mesmo! Explico ao leitor que ao pegar um exemplar do livro de Carl Rogers –
“Psicoterapia das Relações Humanas – um outro livro veio “colado” e caiu aos
meus pés! Imediatamente, lembrei de uma antiga lenda irlandesa que nos orienta
a ler um trecho do livro que “nos encontra”. Para os irlandeses esse
conhecimento que “vem até nós” pode ser um tesouro trazido pelo Universo. Algo
como o dito popular: nada é por acaso!
Prosseguindo, recordo que o livro
estava colocado numa prateleira errada; já que se tratava de uma obra de
Literatura e eu estava na seção de Psicologia. Por conseguinte, a obra caída
era de Rainer Maria Rilke, chamada “Cartas a um jovem poeta”. No enredo o poeta
alemão traz conselhos e reflexões sobre a criação artística, o valor da
crítica, solidão, sexo e Deus. Aleatoriamente, abri o livro e meus olhos se
detiveram no seguinte trecho:
“Você é tão jovem ainda,
está diante de todos os inícios, e por isso gostaria de lhe pedir, caro Senhor,
que tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração
e que tente amar as próprias perguntas como se fossem salas fechadas ou livros
escritos numa língua muito diferente das que conhecemos. Não procure agora
respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver. E tudo
tem de ser vivido. Viva agora as perguntas. Aos poucos, sem o notar, talvez dê
por si um dia, num futuro distante, a viver dentro da resposta. Talvez traga em
si a possibilidade de criar e de dar forma e talvez venha a senti-la como uma
forma de vida particularmente pura e bem-aventurada; é esse o rumo que deverá
tomar a sua educação; mas aceite o que está por vir com grande confiança, e se
ele surgir apenas da sua vontade, de uma qualquer necessidade interior, deixe-o
entrar dentro de si e não odeie nada.”(p. 23)
Fechei o livro e, meditando sobre o que
acabara de ler, correlacionei com uma pergunta básica para qualquer leitor:
“Quem é meu autor preferido?”. Naquela ocasião, caminhando numa enorme
biblioteca, surpreso pela “queda de conhecimento” e com um copo de água mineral
na mão; fiquei sem a resposta para a indagação. A vida seguiu...
Belém
[2018]. Em janeiro de 2018 conheci e me tornei membro do “Liberdade
Literária”. Trata-se de um grupo de troca de livros, debates/discussões e tudo
que possa fazer parte do vasto universo literário. Nasceu pela iniciativa de um
grupo de amigos que, antes de qualquer coisa, tem amor pelos livros e busca a
socialização da leitura em amplíssimo sentido.
E...numa das salas de debate/discussão
ocorreu a proposta de leitura (em etapas) da obra “Leonardo Da Vinci” de Walter
Isaacson, via e-book em formato pdf, epub ou mobi. É uma obra recém-lançada
pela Editora Intrínseca e vem sendo muito bem avaliada pela crítica brasileira.
Mas...qual o motivo de eu estar dizendo
tudo isso? E respondo de sopetão: o livro de Isaacson, por ser grandioso,
trouxe à tona - depois de anos -, a pergunta que nascera quando o livro de
Rilke caiu a meus pés. Teria a pena de Isaacson se tornado minha autoria
preferida? Diariamente, são compartilhados mais de 100 livros no grupo do
Whatsapp. Quem seria meu autor predileto? Há anos leio e releio livros, contos,
crônicas e infinitos formatos literários. Em alguns momentos de minha vida eu
li compulsivamente de tudo um pouco. E se as bulas dos medicamentos são
literatura; já “devorei” várias... <risos>.
E afirmo ainda mais: ao ler meu
primeiro livro de Walter Isaacson, poderia afirmar que acabo de incorporar a
meu acervo; um escritor com especialidades que o tornam único. Mesmo
estando nos primeiros 50% do livro de Isaacson, fico encantado com a pesquisa,
seu estilo na escrita e com a seriedade como tudo é conduzido a cada página.
Leonardo Da Vinci merecia essa “homenagem”. Tanto é que a crítica especializada
tem o intitulado como “biografia definitiva” e segue uma linha de estudos
baseado nos diários de Da Vinci e no que a moderna ciência tem descoberto
sobre esse mestre-ouvires da arte.
Outrossim, penso que Rilke me trouxe um
conselho estupendo ao dizer que eu precisaria viver para obter as respostas das
perguntas que poderiam surgir na vida. Para uma delas, minha resposta seria
Walter Isaacson. Este renomado biógrafo mostra que Leonardo é um gênio sem
precedentes e que, por possuir uma imaginação muito fértil, enamora-se
constantemente do emprego da fantasia em seu modo de fazer arte.
À nível de estrutura ressalto as
diagramações da vida e da obra do mestre italiano; e que estão expressas no
livro. Assim como o teor histórico sempre como pano de fundo da vida de Da
Vinci. Logo, ouso considerá-la como uma obra polilateral na literatura, pois
condensa vida, obra, história e descobertas científicas. Como exemplo, posso
identificar que Isaacson não mede esforços para “desenhar” um Leonardo Da Vinci
inovador e único para sua época.
Pretendo escrever algo mais detalhado
ao final da leitura, contudo, uma afirmação posso realizar hoje: simplesmente
eu me fascinei pela narrativa de Isaacson e pela maestria de Leonardo Da Vinci.
Isso se deu pelo primeiro possuir o talento moderno de saber redigir como
ninguém e, o segundo, por todo um brilho que atravessa os séculos e possui
raízes profundas na história da humanidade.
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RILKE, Rainer Maria. Cartas a um
jovem poeta. 32.ed. Tradução de Paulo Ronái. São Paulo: Editora Globo,
2001.

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